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sábado, 2 de setembro de 2017

Escanteios Fotclubisticos, por Santiago Hanaori (6)

Reinventar um capitalismo jovem ou um jovem capitalismo.

Segundo João Ortiz, um blogger brasileiro, apoia-se em várias notícias de imprensa, para definir o caracter da sociedade. Define a Generation Me (Millennials), como uma geração de consumo e que se deixa enganar e levar pelos meios de comunicação. Que “…as relações humanas passaram a ser vazias, vulneráveis e descartáveis…”

Ideias apoiadas por docentes, com fundamentos de quem tem uma ideia contrária à realidade, por consequência das suas ideologias efémeras acreditam, que o sonho de uma sociedade melhor acabou. Pois não podiam estar mais errados.

Estudos às sociedades demonstram que a forma de vida das gerações mais velhas, tiveram um grande acesso a inúmeros recursos, e facilidades ao crédito. Uma corrida capitalista desenfreada que gerou uma crise no mundo. Cabe à Generation Me lidar com o mundo em que foi obrigado a crescer. Uma herança já decomposta que são obrigados a receber.

Numa geração de empresários a cair, a sustentabilidade nem conseguiu ser digerida, um novo termo para apaziguar os ânimos e a ansiedade, que surge com inúmeras criticas. Empresários mais arcaicos ou ideólogos radicais do liberalismo, abominam sem qualquer justificativa intervir nas regras económicas da sociedade, estes defendem o livre mercado e o uso indiscriminado dos recursos naturais.

Outros defendem o fim de um sistema social e económico injusto, este pode ser barrado pelo ecologicamente correto, permitindo a igualdade social.

Pelo que se temos deparado, esta geração trabalha para estes dois tipos de empresários, por vencimentos, que não lhes dá oportunidade de construir uma vida estável. Esta geração não se senta nem à direita, nem à esquerda do espetro politico ideológico. Será que surge uma terceira via, pois estes jovens concentram-se em todas as posições e discutem todos os pontos.

Em resumo pode-se afirmar que esta geração, protege o futuro das gerações mais velhas, projeta o seu, e cuida das gerações mais novas. Contudo são menosprezados por todos, mas estes reagem como de todos os resquícios da sociedade burguesa tivesse sido erradicada do planeta.

Contudo não poderá ser deixado de fora a importância que é dada ao desporto nesta geração, em suma abrilhantando o desporto rei, a Importância do Futebol e as Relações Humanas.

Setembro de 2017
Santiago Hanaori


Fonte: "Notícias de Renato Ladeia” e “Propagando Idéias de João Ortiz”

Texto escrito em exclusivo para o Alvorada Futebol Clube de Ervidel

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Escanteios Fotclubisticos, por Santiago Hanaori (5)

Geração mais burra, esses Millennials
“Uma geração silenciosa (65 – 89 anos) a mais inteligente de todas” (Vox), no fim de contas, descobre-se a existência de um gap negativo entre os millennials e gerações anteriores. Assim falamos de inteligência cognitiva ligada à memória.

Para quem não sabe millennials, são considerados a geração Y, nascidos a partir de 1980, esta geração é jovem e tem várias particularidades, em relação a outras gerações. Consomem de forma racional, comparam preços e só querem partilhar em vez de possuir. O mundo está perdido!

Os millennials estão a transformar a economia e a obrigar os setores a reinventar-se, obrigando estes a transformar-se literalmente e a mudar face ao capitalismo. Com mais de 30 anos, eram apetecíveis para as empresas, mas estes trocaram-lhes as voltas. Esta geração abandonou o glorioso consumo, pois não compra desenfreadamente, não deseja ter uma casa, um bom carro ou uma televisão melhor que a do amigo. Mesmo que urgente não quer usar poupança ou quer crédito financeiro.

Esta geração, só trabalha com resultados práticos, é multifacetada e não liga a inutilidades, sem saber os nomes dos rios, reis e quais os ministros. Fica comprovado que os millennials são a geração que mais estuda, e que mais trabalha (e a que menos ganha, mas está saindo do foco). A geração y é sem dúvida alguma, orientada para os resultados da vida real, sejam eles para o bem ou para o mal.

O lembrar mais coisas, não significa ser mais inteligente, ou talvez só para as gerações anteriores. A quantidade de meios e a sua instantaneidade, permite simplesmente esquecer os factos irrelevantes no dia-a-dia, para que se possam focar no que é mais tangível, mais lucrativo e o que traz mais resultados e satisfação emocional.

Contudo pode dizer-se que com o passar dos anos, ser inteligente antigamente era memorizar inúmeras coisas. A utilização das tecnologias funcionam como uma memória externa. Os millennials são melhores a compreender o contexto geral das coisas, mas são piores a fixar os detalhes das coisas inúteis.

Desta forma pode dizer-se que os millennials são socialmente mais inteligentes, mais conscientes com o ambiente, em ajudar os outros e sem ganhar um salário justo pelo seu trabalho. Esta geração é mais capacitada, menos interesseira, mas mais interessada. Estes millennials estão a Reinventar um capitalismo jovem ou um jovem capitalismo.

Agosto de 2017
Santiago Hanaori

Fonte: "universia e visão”

Texto escrito em exclusivo para o Alvorada Futebol Clube de Ervidel

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Escanteios Fotclubisticos, por Santiago Hanaori (4)

Um sentimento de posse ao ser descartável

Nas mentalidades diferenciadas, que desejam ter algo que não lhes pertence, reflete-se o efeito de sentimento de posse. Uma pertença que se alastra perante muitos de nós, desta forma pretendem prosperar e garantir a estabilidades, num mundo cada vez mais volátil.

E se todos tivéssemos a mesma atitude. Já diz o velho ditado “O olho do dono é o que engorda o porco”. Quando as instituições estão incrementadas na sua região, existem umas que se destacam mais que outras, seus diretores têm algo em comum! Realizar um sonho. Há pessoas assim, que se envolvem tanto que parece que estão cuidando de um filho ou de uma grande paixão.

Nessas instituições, existem outros indivíduos que acabam por chegar, e essa paixão diminui. Agora a figura clichê nesta relação passa a ser apática, é óbvio que nem todos representam a mesma capacidade para remar para o mesmo lado. Não é só uma questão de empenho, há algo que salta à vista, a personalidade e o caráter de cada um. Mas as atitudes são algo que pode ser conseguido e desejado.

A responsabilidade é algo que gera pressão. Assim traduz ownership, uma mentalidade que estimula e causa entusiasmo numa equipa. São as metas, as ideias e sobretudo o companheirismo.

Quem encarar desta forma a instituição que representa, enxerga o sucesso, como um interesse para todos, esforçando-se mais para o bem comum, trabalha em equipa, junta as sinergias de forma a melhorar todas as métricas, até mesmo as que não lhe dizem respeito.

Uns são naturalmente assim, no entanto esse atributo só é aproveitado se a instituição tiver políticas inclusivas e não uma direção hierárquica rígida.

Acredito que somos recicláveis, mas nunca descartáveis, porque estamos em constante mudança no processo de crescimento e amadurecimento. Por isso não menospreze quem faz parte da história da instituição, pois a consideração das pessoas não muda com as circunstâncias e os interesses pessoais.
O sentimento de posse pode ser bom, quando bem aplicado, mas as pessoas já mais são descartáveis. Embora pensem muitas das vezes numa Geração mais burra, esses Millennials.

Agosto de 2017
Santiago Hanaori

Fonte: "runrun.it e universia”

Texto escrito em exclusivo para o Alvorada Futebol Clube de Ervidel

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Escanteios Fotclubisticos, por Santiago Hanaori (3)

Nem tudo é um Viveiro, nem tudo é Mielina

Durante toda a vida, todo e qualquer individuo tem que lidar com expressões comuns, as quais, em verdade escondem a expectativa.
No mundo do futebol todos discutem como atrair talentos ou reter talentos, mas mais misteriosa é a pergunta, se é possível, ou não formar talento. 

É um tema pertinente, pois todos os clubes de futebol precisam para garantir a sua performance crescente, e isso só se faz através de pessoas, de todas as pessoas. Para a atingir as pessoas têm “… a percepção do que realmente deve ser feito e o senso de responsabilidade que obriga à realização de uma obra cada vez melhor”. (Eugénio Mussak)

Existem pessoas que demonstram um bom desempenho no futebol, porque em geral estão bem formadas, e porque têm experiência. Outras, não têm bom desempenho, mas demonstram outra coisa: vontade de aprender, persistência, trabalho e empenho.

Aqui inicia-se o nosso ponto de partida a uma velha questão. Alguns clubes de futebol funcionam como um viveiro, formam os seus atletas, dotam-nos de meios e ferramentas, para a crescente realização de talento. Mas cometem um grande erro. Não usufruem, dos atletas que formam e ajudam a criar, claramente um desperdício de recursos. Aqui fica um ponto sarcástico que leva ao afastamento de alguns jogadores dos seus clubes de berço, não querendo mais voltar.

Mas o talento é trabalhado, não se nasce com ele, este é vindo do erro e da tentativa. Digamos que tente outra vez, falhe outra vez, falhe melhor, assim se consegue aprimorar as técnicas e em certas áreas chegar ao talento e à perfeição de técnicas. Mas há um responsável por este assunto.

Chama-se mielina, é considerada o novo cálice sagrado da neurociência no que respeita a atingir a excelência. Esta não é um traço de carácter, com o qual nascemos, mas sim uma competência que é construída, através das decisões que tomamos à medida que ultrapassamos desafios e dificuldades.
“Sempre defendi que, exceptuando os idiotas, os homens não diferem muito no intelecto, apenas no zelo e no trabalho árduo” (Charles Darwin)

Só desta forma posso chegar à conclusão que no meio das dificuldades, os clubes dotaram os seus agentes de inúmeros talentos, clubes que nunca passaram grandes dificuldades, ficam mais vulneráveis às adversidades e menos capacitados quando faltam os meios que sempre tiveram. 

Deixando muitas vezes ficar um sentimento de posse ao ser descartável.

Agosto 2017
Santiago Hanaori

“Fonte: Código do talento de Daniel Coyle”

Texto escrito em exclusivo para o Alvorada Futebol Clube de Ervidel

sábado, 22 de julho de 2017

Escanteios Fotclubisticos, por Santiago Hanaori (1)

Escárnio e Maldizer

Com o avanço da tecnologia, e as grandes manifestações nas redes sociais. Não é incomum, nos dias de hoje, caracterizar os clubes de futebol, como apenas mais um. Um conjunto de jogadores com um treinador, equipa técnica e os seus adeptos e sócios. Mas muito se fala e pouco se sabe, sobre as ideias de um clube, ou sobre a sua relação com os jogadores, e a relação destes dentro e fora de campo.

Numa altura em que as redes sociais têm grande influencia na promoção dos clubes e atletas, existem equipas que acabam mais por beneficiar desse facto do que outras. Muitos falam, mas poucos conhecem o cenário real.

O cenário real é que o Alvorada faz questão de mostrar o companheirismo e o espírito de grupo de atletas dentro de campo, sendo que estes se encarregam de o fazer fora de campo. Claro que também se dispensa tempo para convívio, mas como em tudo, existe alturas para brincar e alturas para encarar as coisas de forma frontal e séria.

“Os rivais que hoje acordem e estremeçam”, porque o Alvorada Futebol Clube volta mais forte e vem para ficar. Após uma paragem de uma época, o clube volta mais maduro, persistente e confiante, com um projecto sólido e de continuidade, desta forma avança de pés firmes, cabeça fria e com a humildade que sempre teve. Assim mantém as características das gentes da sua terra, característica que sempre demarcou este clube dos outros. O Alvorada está longe de ser mais um clube entre muitos outros, só não o vê quem não quer.

Por estes motivos ao que dizem para destabilizar, digo que as adversidades que não nos matam, tornam-nos mais fortes e unidos. Outra perspectiva que vos gostava de mostrar, é que nenhum clube tem o 1º lugar para ocupar e diz que vai lutar pelo 3º lugar. 

Sem dúvida que muitos irão ficar Perdidos Dentro das Quatro Linhas.

Julho de 2017
Santiago Hanaori
"Trecho de Luís Barreto"

Texto escrito em exclusivo para o Alvorada Futebol Clube de Ervidel