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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Futebol? De futebol não percebem nada...



O que fizeste na segunda-feira? Fui treinar.
O que fizeste na terça-feira? Fui treinar.
O que fizeste na quarta-feira? Fui treinar.
O que fizeste na quinta-feira? Fui treinar.
O que fizeste na sexta-feira? Fui treinar.
Fazemos algo no fim de semana? Não posso, tenho jogo.

O treino acaba, paramos e olhamos o campo, com terra, pedras, erva, o lugar onde jogamos. Essa terra e essas pedras onde já caímos e raspamos os joelhos, as costas, os cotovelos, as mãos... Essa terra e essas pedras que nos ficavam dentro das chuteiras e nos incomodavam durante os jogos. A terra que fez com que sujássemos a casa toda e com que a nossa mãe nos diga: 'tira essas chuteiras e as meias e vai já direto para o banho'.

O que nos dá força a cada ano para arrancar um campeonato?
Todos te dizem que ao domingo gostam de dormir.
'É melhor o futebol de cinco', dizem os teus amigos.
'Nunca estamos juntos', diz a tua namorada.
'Pensa em estudar e trabalhar', dizem os teus familiares.
Pensas por dentro e sorris.

Que sabem eles sobre o que o futebol significa para ti...?
Que sabem eles da tensão e dos nervos que não te deixam dormir num dia de jogo?
Que sabem eles dos jogos que já disputaste lesionado ou doente?
Que sabem eles do que sentes quando marcas um golo e os teus companheiros te abraçam desesperadamente?
Que sabem eles das vezes em que foste atrás do autocarro ou dos cinco quarteirões que correste a pé para não chegar atrasado ao treino?
Que sabem eles do quão profundo é o momento em que o treinador te chama?
Que sabem eles de como é estar a morrer de calor e a fazer a pré-temporada quando todos os teus amigos estão de férias a divertir-se?
Que sabem eles de reunir-se todos os dias com as pessoas que marcam a tua vida: os teus amigos, dos risos e das lágrimas?
Que sabem eles das vezes que treinaste à chuva?

Terra, pedrinhas, ervas, dez pessoas do teu lado, outras onze do outro, uma bola e um apito longo e seco. Esta é a nossa vida. De que sabem eles?

Muita gente diz que o futebol não tem nada a ver com a vida... Não sei o quanto sabem da vida, mas de futebol... não sabem nada!

Ángel Di Maria
 



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Palavra de Capitão - Este ano já sou um campeão...


Por ser digno de registo se publica parte de um comentário de João Cecilia a propósito do post «Alvorada vence e aproxima-se do topo da tabela»

«...Só este ano já ganhei amigos, cresci mais como pessoa e melhorei a forma de viver.... por isso já sou um campeão, de resto amigo, há coisas que não se ganha nem com o futebol, chama-se caráter, humildade, cultura futebolística...»

sexta-feira, 23 de março de 2012

Levantar após falhar objetivos

A dor e a desilusão presente nesta imagem é o sentimento de todos aqueles que vivem na competição desportiva sentem após a não conquista dos objectivos pretendidos.
Por muito que um adepto se sinta desiludido, essa desilusão nunca será tão sentida como aqueles que andam lá dentro à procura do êxito, da valorização e que vê o seu esforço e os seus objectivos não serem atingidos.
Os momentos a seguir são de frustração interior, de dor mesmo, onde pensamos onde falhamos, naquilo que não fizemos para atingir os objectivos pretendidos.
Mas a vida tem sempre o dia de amanhã, e é nele que nos devemos concentrar, e temos que encarar esse fracasso como parte da vida para atingir o sucesso, pois nunca existiu ninguém que não tenha fracassos no dia a dia, a diferença está como lidamos com ele.
O importante é definir novos objectivos realistas e entender que somos humanos, e como tal falhamos, se nos recordarmos da nossa infância começamos por gatinhar, e começamos então a aprender a andar mas de vez em quando caímos mas levantamo-nos sempre para tentar de novo até que possamos caminhar habilmente.
Nesta fase é importante acreditar em nós mesmos e não desistir quando as coisas não dão certas e aproveitar isso para construir a perseverança e determinação porque muitos sucessos construíram-se no fracasso porque essas pessoas nunca desistiram.
O fracasso é uma parte inevitável da vida de todos nós, nada mais, nada menos!

Eu tenho sempre em mente que não há razão para ter medo do fracasso, se não quiser fazer a pergunta:
“O que teria acontecido, se eu tivesse tentado?”

Por João Prates

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

As bolas paradas no futebol

Os lances de bola parada são muitas vezes uma dor de cabeça para o Treinador.

A verdade é que este tipo de lances são cada vez mais decisivos no futebol, se no âmbito ofensivo o simples é o mais eficaz, já no capítulo defensivo estes lances originam intanquilidade a quem defende, então, que esquemas tácticos se podem utilizar na defesa neste tipo de jogadas?

Pode-se utilizar a marcação homem a homem, marcação à zona ou marcação mista, mas ... qual será a mais eficaz? Bem, dizem os livros que a mais eficaz e eficiente é aquela marcação em que não se sofrem golos.

Mas debrucemo-nos sobre o gesto técnico na marcação de um lance de bola parada, neste caso uma grande penalidade, e veja-se em baixo o gesto técnico de Alex, jogador do Alvorada de Ervidel num penalty falhado e num mesmo penaty executado por um dos melhores jogadores do mundo - Zinédine Zidane... a diferença é enorme!!

Mas lembremo-nos de uma máxima no futebol «só falha quem lá está e quem executa» e ... Alex não desistas, pois com certeza que na próxima a bola vai entrar.




sábado, 11 de dezembro de 2010

A vontade de se preparar para vencer !!

Todos nós nas nossas vidas sonhamos atingir determinados objectivos, ser os melhores nas nossas profissões, contudo muitas vezes não o conseguimos atingir.

Levando o tema para o futebol, ele está cheio de vencedores, de jogadores que construíram grandes carreiras e para esses, não chegou só a vontade de vencer para conseguir chegar lá, existiu a vontade de se preparar para vencer, para atingir os objectivos, enquanto outros com igual qualidade ficaram pelo caminho porque apenas se ficaram pela vontade de vencer, e essa vontade todos temos, já a vontade e disponibilidade de se preparar para vencer só alguns a têm.

Vítor Baía, Eusébio, Jorge Costa, falo destes que atingiram o sucesso, foram verdadeiros vencedores, pessoas que admiro e que me motivam, além da qualidade, tiveram vários infortúnios na sua vida desportiva com graves lesões, lesões que com outra atitude os teria levado a fazer carreiras completamente diferentes, de certeza que sentiram momentos de desânimo, com dúvidas à sua volta, mas certamente nunca desistiram daquilo que queriam atingir, de ter a sua estratégia para o alcançar, porque para vencermos um jogo é preciso estratégia, a vontade só por si só não chega!

No desporto e na vida é natural que existam avanços e recuos em qualquer percurso de sucesso, mas a forma como os enfrentamos é determinante para alcançar o nosso destino final, pequenas mudanças de atitudes podem criar grandes resultados, ir atrás de uma bola que à partida parece estar perdida pode resultar em golo. Pararmos de nos desculpar porque não conseguimos algo, mas sim agir para o conseguir. Não interessa estar a desculpar-me se perdi o jogo por causa do árbitro, se deixei de lutar por uma bola porque pensei que ia sair, é preciso agir, é preciso lutar!!
     
Os grandes jogadores estão sempre numa zona de conforto, mas a diferença é que querem entrar em zonas de conquistas, de continuar a vencer. O Barcelona, José Mourinho, são disso exemplo, habituados a vencer, mas continuam a querer conquistar titulos, não estão contentes com aquilo que já conseguiram atingir e num mundo que cada vez está mais competitivo só aqueles que se preparam para vencer conseguirão atingir os seus objectivos, os restantes continuarão apenas com a vontade de vencer.

«A vontade de vencer é importante. Mas a vontade de se preparar é fundamental»