quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Chico Fragoso punido com 1 jogo de castigo, Luís Vieira com 2

O Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Beja, em reunião ocorrida hoje, deliberou aplicar um e dois jogos de castigo aos jogadores do Alvorada Futebol Clube, Chico Fragoso e Luís Vieira, respectivamente, em virtude de terem sido expulsos no decorrer da última jornada, frente ao Salvadense.

A decisão dos órgãos competentes teve por base os artigos 124º e 127º do Regulamento Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, que a seguir se reproduzem na íntegra.


ARTIGO 124º - (Prática de jogo violento e outras faltas intencionais)

1. A prática de jogo violento é punida com 2 a 4 jogos de suspensão.
2. O jogador que jogue a bola com a mão ou trave a progressão do adversário em direcção à baliza a fim de obstar à marcação de um golo ou de gorar uma oportunidade clara da sua obtenção é punido com a suspensão por 2 jogos.
3. Se a falta prevista no nº 2 for cometida pelo guarda-redes a pena será de 1 a 3 jogos, salvo se estiver autorizado a fazê-lo.
4. Quando um jogador que, não estando em jogo, intervenha nele por forma a impedir a obtenção de um golo iminente é punido com a pena de suspensão por 3 a 6 jogos.
5. É punido de igual forma o jogador de futsal que desloque a baliza para evitar golo iminente.

Artigo 127º - (Dos cartões amarelos e vermelhos) 

1. As infracções praticadas pelo Jogador no decurso do jogo são punidas pelo árbitro, nos termos das leis do jogo, mediante a exibição do cartão amarelo ou do cartão vermelho e são notificadas no final do jogo ao delegado do clube respectivo, nos termos dos nºs 1 e 2 do artigo 29º.
2. A sanção aplicada pelo árbitro no decurso do jogo determina ainda a aplicação da seguinte pena:
- Exibição de dois cartões amarelos no decurso do mesmo jogo, com a subsequente exibição do cartão vermelho: pena automática de suspensão por 1 jogo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comunicado da Direcção


Carta de Pêsames

É com profundo pesar que a Direcção do Alvorada Futebol Clube de Ervidel vem por este meio expressar os mais sinceros pêsames à família enlutada pelo falecimento do Sócio Fundador deste Clube, Mário Caetano.

Aqueles que tiveram o prazer de partilhar a companhia do Sr. Mário Caetano (Marinho) enfrentam agora um doloroso momento de saudade que dificilmente passa.

Homem com grande capacidade de trabalho, teve ao serviço do movimento associativo da freguesia de Ervidel, nomeadamente no Alvorada Futebol Clube, um papel altamente relevante, pela forma zelosa, abnegada, criteriosa e responsável como colaborou na fundação deste clube.

Dele ficará para sempre a imagem de um homem franco, que punha o seu melhor ao serviço do próximo.

Aqui deixamos o nosso abraço fraterno neste momento de grande dor.

Nota: A direcção do Alvorada Futebol Clube requereu junto da Associação de futebol de Beja, autorização para a realização da singela cerimónia de um minuto de silêncio, a qual foi concedida e marcada para o jogo Alvorada – Vale de Vargo. Por motivos alheios a este clube, nomeadamente por lapso da equipa de arbitragem, o mesmo não se realizou. 

Ildefonso Godinho
Presidente da Direcção

Árbitro ajuda a derrotar Alvorada

Estavam decorridas cinco jornadas e o Alvorada ainda não tinha sido prejudicado pelas arbitragens, pois bem, foi desta e logo numa partida crucial para as aspirações do clube e perante um adversário directo.

Mas vamos por partes... como diz o nosso massagista !!

A partida começou disputada com ambas as equipas a discutirem a posse de bola muito na zona intermédia do meio campo, onde a equipa do Alvorada com a zona central bem preenchida dava e bem conta do recado. À passagem do minuto 15 e sem que nada o fizesse prever o Salvadense havia de chegar ao golo, fruto de um cruzamento da esquerda, com a bola a chegar até ao defesa do Alvorada Rui Martins, que com um pontapé infeliz a introduziu na baliza do desamparado Vitorino Cavaco. Estava aberto o marcar para o Salvadense, sem que nada tivesse feito para o marcar. Pura sorte !!!

A equipa que viajou de Ervidel não se deixou abater pelo infortunio e foi em busca da normalidade, isto é, o golo do empate, que surgiu aos 43 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido por Alex, que com um passe de rotura isolou Márcio Cortes, que perante o guardião contrário teve a necessária tranquilidade para colocar a bola dentro da baliza adversária, estava feita a justiça no marcar.

Na segunda parte o Salvadense entrou em campo com 12 jogadores (11 mais o árbitro) e logo aos 47 minutos num lance em que a bola bate no braço do central Luís Vieira, dentro da área de grande penalidade, o senhor António Bernardino apontou de imediato para a marca dos 11 metros e perante o espanto dos jogadores do Alvorada exibe o cartão vermelho directo ao nosso jogador.

Mas como se diz na gíria popular, Deus escreve direito por linhas tortas, o guarda-redes do Alvorada Vitorino havia de defender o penalty, para contentamento das hostes Ervidelenses. Se esta decisão errada do árbitro não trouxe nova desvantagem no marcador, trouxe sim uma desvantagem numérica e logo um dos defesas centrais e um dos principais esteios da defensiva do Alvorada.

A jogar contra 10 e com a moral dada pelo árbitro, a equipa da Salvada havia de chegar ao golo da vitória, logo aos 53 minutos, após livre batido da direita do seu ataque, com um dianteiro de cabeça e no coração da área a fazer balançar pela segunda vez as redes do Alvorada.

Apartir daqui o Alvorada ainda tentou incomodar a defesa contrária e quando se preparava para o forcing final, eis que surge de novo o «General da Vidigueira» e desta fez para expulsar o Capitão Chico Fragoso, por dupla advertência, fruto de duas singelas faltas a meio campo...faltavam dez minutos para terminar o jogo e o Alvorada com 9...assim era difícil.

Pouco depois terminava o encontro com a vitória para o Salvadense, para gáudio do seu povo e de mais alguém...

Ficha do jogo:

Estádio: Campo de Jogos Terra de Pão, na Salvada
Tempo: Nublado
Terreno de jogo: Terra batida, em boas condições

Árbitro: António Bernardino
Assistentes: José Silva e António Fernandes

Alvorada: Vitorino Cavaco, Miguel Catarino, Luís Vieira, Hugo Revez, Rui Martins, Mauro Gonçalves, Chico Fragoso (C), Márcio Cortes, Jorge Soares, Alex e João Paulo.

Suplentes: João Páscoa, Bruno Rasgadinho, Paulo Chaveiro, Rui Filipe e Carlos Bruno

Treinador: José Mestre

Cartões Amarelos: Chico Fragoso (2) e Jorge Soares

Cartões Vermelhos: Luís Vieira (47") e Chico Fragoso (80")

Golos: Rui Martins p.b. (15") e Márcio Cortes (43")
Confira aqui os resultados e classificação da 6ª Jornada do Campeonato Distrital da 2ª Divisão - Série A


sábado, 11 de dezembro de 2010

A vontade de se preparar para vencer !!

Todos nós nas nossas vidas sonhamos atingir determinados objectivos, ser os melhores nas nossas profissões, contudo muitas vezes não o conseguimos atingir.

Levando o tema para o futebol, ele está cheio de vencedores, de jogadores que construíram grandes carreiras e para esses, não chegou só a vontade de vencer para conseguir chegar lá, existiu a vontade de se preparar para vencer, para atingir os objectivos, enquanto outros com igual qualidade ficaram pelo caminho porque apenas se ficaram pela vontade de vencer, e essa vontade todos temos, já a vontade e disponibilidade de se preparar para vencer só alguns a têm.

Vítor Baía, Eusébio, Jorge Costa, falo destes que atingiram o sucesso, foram verdadeiros vencedores, pessoas que admiro e que me motivam, além da qualidade, tiveram vários infortúnios na sua vida desportiva com graves lesões, lesões que com outra atitude os teria levado a fazer carreiras completamente diferentes, de certeza que sentiram momentos de desânimo, com dúvidas à sua volta, mas certamente nunca desistiram daquilo que queriam atingir, de ter a sua estratégia para o alcançar, porque para vencermos um jogo é preciso estratégia, a vontade só por si só não chega!

No desporto e na vida é natural que existam avanços e recuos em qualquer percurso de sucesso, mas a forma como os enfrentamos é determinante para alcançar o nosso destino final, pequenas mudanças de atitudes podem criar grandes resultados, ir atrás de uma bola que à partida parece estar perdida pode resultar em golo. Pararmos de nos desculpar porque não conseguimos algo, mas sim agir para o conseguir. Não interessa estar a desculpar-me se perdi o jogo por causa do árbitro, se deixei de lutar por uma bola porque pensei que ia sair, é preciso agir, é preciso lutar!!
     
Os grandes jogadores estão sempre numa zona de conforto, mas a diferença é que querem entrar em zonas de conquistas, de continuar a vencer. O Barcelona, José Mourinho, são disso exemplo, habituados a vencer, mas continuam a querer conquistar titulos, não estão contentes com aquilo que já conseguiram atingir e num mundo que cada vez está mais competitivo só aqueles que se preparam para vencer conseguirão atingir os seus objectivos, os restantes continuarão apenas com a vontade de vencer.

«A vontade de vencer é importante. Mas a vontade de se preparar é fundamental»

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

António Bernardino no Salvadense - Alvorada

António Bernardido foi o árbitro nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Beja, para apitar o encontro entre o Salvadense e o Alvorada de Ervidel, a contar para a 6ª jornada do Campeonato Distrital da 2ª Divisão - Série A.

Nesta partida, agendada para as 15H00 do próximo Domingo, o árbitro será auxiliado pelos assistentes José Silva e António Fernandes.

No ciclo de amigos é conhecido pelo «General da Vidigueira» e pertence ao Grupo B da 1ª Categoria Distrital, tendo já passado vários anos nas Competições Nacionais e ainda mantém a esperança de um dia lá voltar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Alvorada empata e falha liderança


O Alvorada Futebol Clube de Ervidel não conseguiu levar de vencida a equipa do Alvito (empate 1-1) no seu reduto e falhou assim o ataque à liderança do Campeonato Distrital da 2ª Divisão - Série A, caindo para o quinto lugar da tabela classificativa, com menos um ponto que as quatro equipas que agora comandam em igualdade pontual.

Num encontro marcado por um terreno de jogo muito pesado, assistiu-se especialmente na 1ª parte a uma partida mal jogada, com as duas equipas a arriscarem pouco no ataque, preferindo os lançamemtos em profundidade para as costas das defesas, onde os centrais das duas equipas não tinham dificuldade em "limpar" aquelas jogadas. Os espaços eram muito reduzidos e a bola viajava muito pelo ar, não permitindo a fluidez de jogo, tão necessária a uma boa exibição.

Mas foram os visitantes a criarem a primeira situação de perigo e logo com a a obtenção do primeiro golo do encontro, através da marcação de um pontapé-livre directo na zona frontal a bola embateu com estrondo na barra da baliza de Vitorino Cavaco e ressaltou para o interior da área de grande penalidade, onde surgiu um atacante do Alvito, que mais rápido que a defensiva do Alvorada inaugurava o placard, fixando o resultado em 0-1, com o qual as equipas iriam regressar ao balneário para intervalo.

Na segunda parte o jogo foi diferente, com o Alvorada mais afoito no ataque à procura do golo que lhe desse o empate no marcador e à passagem do minuto 62 Hugo Revez bate um pontapé livre da esquerda do seu ataque, com a bola a passar toda a área contrária indo-se alojar dentro da baliza do Alvito, sem que nenhum jogador lhe tocasse, estava feito o empate.

Quando se pensava que o mais difícil estava feito e que o Alvorada iria embalar para a vitória, surge a expulsão de Luís Ferro aos 69 minutos, por dupla advertência, o que fez com que o futebol atacante do Alvorada se retraisse um pouco, embora mais acutilante que o do seu adversário, com mais posse de bola e melhores jogadas de envolvimento. Quase ao cair do pano gorou-se uma excelente oportunidade para a equipa de Ervidel passar para a frente do marcador e conquistar os 3 pontos, quando Miguel Catarino surgiu completamente isolado perante o guarda-redes do Alvito, e perante a saida deste rematou, com a bola a passar a escassos centimetros do poste da baliza, foi o canto do cisne do Alvorada, pois o árbitro da partida dava por terminado o encontro pouco depois.

Ficha do jogo:

Estádio: Campo da Baiôa, em Ervidel
Tempo: Chuva
Terreno de jogo: Terra batida, em boas condições mas pesado.

Árbitro: Joaquim Serpa
Assistentes: Vitor Cardeira e Miguel Serpa

Alvorada: Vitorino Cavaco, Miguel Catarino, Luís Vieira, Hugo Revez, Rui Filipe, Luís Ferro, Chico Fragoso (C), Márcio Cortes, Jorge Soares (Mauro Gonçalves 50"), Alex (Flávio Ramalho 55") e Rui Martins.

Suplentes não utilizados: João Páscoa, Bruno Rasgadinho, Paulo Chaveiro e João Paulo.

Treinador: José Mestre

Cartões Amarelos: Luís Vieira, Hugo Revez, Luís Ferro (2), Chico Fragoso, Rui Martins e Flávio Ramalho.

Cartões Vermelhos: Luís Ferro (69") por dupla advertência.

Golos: Hugo Revez (62"). 
 
Confira aqui os resultados e classificação da 5ª Jornada do Campeonato Distrital da 2ª Divisão - Série A. 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Apanhados ... !!!

Joaquim Serpa no Alvorada - Alvito

O árbitro Joaquim Serpa foi o escolhido pelo Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Beja, para arbitrar o encontro da 5ª Jornada do Campeonato Distrital da 2ª Divisão, entre o Alvorada de Ervidel e o Alvito.

Nesta partida o árbitro será auxiliado pelo seu filho Miguel Serpa e por Vitor Cardeira.

Já com 48 anos de idade e muitos dedicados à arbitragem Joaquim Serpa na temporada passada ficou no 13º lugar do Grupo B da 1ª Categoria Distrital e esta será, possivelmente,a última epóca no activo, no entanto deixa sucessor o seu filho Miguel.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ultra Galos !!!

Há uns anos atrás existia um grupo de jovens, que se intitulava os «ULTRA GALOS», claque muito barulhenta do Alvorada de Ervidel, que em muito apoiava a equipa a alcançar as desejadas vitórias.

Com o passar do tempo o barulho foi-se esvainecendo e o Campo da Baiôa ficou mais pobre.

Agora é tempo destes e outros jovens, pegarem de novo nas bandeiras e camisolas e regressarem ao "3º Anel" para apoiarem a nossa equipa.

Fica o desafio, já para o próximo domingo, quando recebermos o Alvito.

Na foto em baixo pode-se ver o Flávio Patrício, o João Paulo e o Miguel Catarino, agora jogadores do Alvorada de Ervidel, a quem incuto a tarefa de reorganizar a claque, para que sejamos melhores e maiores e para que consigamos alcançar os objectivos.


Vamos gritar a uma só voz «... AFC, AFC, AFC, UNIDOS...»

O que é feito de si...??

O que é feito de si...??? Zé Elias e Nuno Mourão...



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Leis de Jogo (7)

PERGUNTA DA SEMANA:

O árbitro ordena que um jogador tire as jóias. Passados alguns minutos o árbitro apercebe-se que o jogador continua com elas. Como deve proceder o árbitro?

Resposta à pergunta 6:

O árbitro deve expulsar o jogador infractor e recomeçar o jogo com um pontapé-livre directo no local em que se encontrava o adversário sobre o qual  o agressor cuspiu.

Para o ajudar a responder às questões, faça aqui o download do Livro da FIFA sobre as Leis de Jogo, edição actualizada.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Luís Ralha apita Alvorada na Taça

Luís Ralha, árbitro de Beja, foi o nomeado pelo Conselho de Arbitragem, para apitar o encontro entre o Alvorada Futebol Clube de Ervidel e o Futebol Clube de Serpa a contar para a 1ª Eliminatória da Taça Distrito de Beja, onde irá ser auxiliado pelos árbitros assistentes Filipe Aurélio e Marisa Sousa.

Ralha é um árbitro com muita experiência, pois passou muitos anos nos Campeonatos Nacionais, onde acompanhou árbitros como Manuel Costa, Marco Trombinhas e Luís Lameira, no entanto caiu de novo nos distritais e nunca o conseguiu digerir. Aliou-se a Filipe Aurélio, na busca do regresso ao Nacional, mas os dois últimos anos foram maus demais, devido à sua personalidade (ferve em pouca água), apesar de ter muito talento.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

À cinco anos foi quase... e agora??

Estavamos em Fevereiro de 2005, quando o Alvorada de Ervidel se deslocou a Serpa, para defrontar a equipa local, ainda no pelado do Campo 25 de Abril, em jogo a contar para os quartos de final da Taça Distrito de Beja, onde viria ser eliminado ao perder po 1-0.

Depois de um grande jogo da nossa parte, esta foi a crónica publicada no «Diário do Alentejo» que a seguir se reproduz na integra.

«FC Serpa mais eficaz elimina afoito Alvorada (1-0)
Ousadia não foi premiada

Um pénalti convertido por Vargas logo ao minuto 12 garantiu a passagem do FC Serpa às meias-finais da Taça do Distrito de Beja, deixando pelo caminho um abnegado Alvorada de Ervidel.
O histórico FC Serpa garantiu a presença nas meias-finais da Taça do Distrito de Beja ao vencer o Alvorada, mas os de Ervidel estiveram bem próximos de conseguir nova proeza na prova, depois de na segunda eliminatória anterior terem conseguido afastar o ainda detentor do troféu, o Sp. Cuba.

Desta feita a surpresa não se verificou, mas o que é certo é que os jogadores do secundário Alvorada venderam bem cara a derrota e tudo fizeram, sobretudo no segundo tempo, para que a partida não se resolvesse logo no final dos 90 minutos regulamentares. Abnegados, lutadores e muito atrevidos, os pupilos de Zacarias Baião surgiram no Municipal 25 de Abril de Serpa imbuídos daquele que é o verdadeiro espírito da Taça, onde os pequenos fazem das fraquezas forças diante de conjuntos reconhecidamente mais valiosos, e por isso mesmo mereciam, no mínimo, o prolongamento.
Ainda assim, os de Ervidel entraram em campo algo nervosos na troca de bola e permitiram nesse período que João Piroleira e João Pedro assumissem o controlo no miolo do terreno em favor dos serpenses, o que permitiu uma ténue supremacia do FC Serpa no desenrolar do jogo.
O golo obtido por Vargas no primeiro quarto-de-hora de jogo – pénalti indiscutível cometido por João Paulo sobre o próprio Vargas – acentuou um pouco mais esse facto e até ao intervalo as mais soberanas ocasiões de perigo pertenceram sempre aos serpenses – Nuno Pires atirou ao poste (24), Vargas à figura de Reis (33). Do outro lado, e apesar da vontade, notavam-se dificuldades em chegar ao último terço do terreno e, quando tal sucedia, era nítida a ausência de clarividência no derradeiro passe.

Tudo se modificou após o intervalo. O Alvorada surgiu em campo transfigurado, mais desenvolto e atrevido, e foi nessa altura que o trabalho da dupla Mauro-Ricardo Alves (grande exibição deste médio, o que nos leva a questionar: Quais as razões que o "mantêm" a jogar no escalão secundário da Associação de Futebol de Beja?..) começou a dar os seus frutos. Perante o arrojo Ervidelense, o FC Serpa foi no segundo tempo uma equipa demasiadamente apática, sem chama ou capacidade de explosão, notando-se em excesso a ausência em campo de uma "voz de comando", alguém que pensasse o jogo ofensivo com outra sagacidade e destreza.

Nuno Pires foi o único que conseguiu assustar a defensiva Ervidelense (47), mas depois só deu mesmo Alvorada. Barroso (51 e 72) e Mauro (69) dispuseram de excelentes condições para alvejar com sucesso a baliza de Artur, só que os "deuses da sorte" não estavam para aí virados. E a juntar a estas oportunidades perdidas, os de Ervidel bem podem queixar­-se de uma clara mão na bola de Cláudio no interior da grande área serpense não assinalada por João Constantino (71).
Apesar de ter estado ao melhor nível durante quase todo o encontro, a exibição de João Constantino fica seriamente manchada pela grande penalidade não assinalada no interior da área do FC Serpa. Bem na expulsão de Nuno Pires.

Alvorada protesta contra
dois pénaltis por marcar


No final da partida, a opinião dos técnicos de ambas as formações divergia. Para Fernando Monteiro, o FC Serpa venceu de forma "justa", uma vez que foi "a equipa que mais oportunidades criou". "Soubemos marcar e gerir essa vantagem. Naturalmente que gostaríamos de ter garantido a vitória de uma maneira diferente, mas na Taça não há equipas de primeira e de segunda", acrescentou o treinador serpense, enaltecendo a "atitude" e o "empenho" dos jogadores do Alvorada. Agora, o objectivo do FC Serpa é "procurar chegar à final" da prova.
Por seu lado, o treinador do Alvorada garantia que aos seus jogadores só "faltaram mesmo os golos", pois foram sempre superiores em campo durante os 90 minutos de jogo. "Fomos melhores e esta é das tais derrotas que sabem a vitórias, porque realmente fomos superiores a uma equipa do primeiro escalão, o FC Serpa", referiu Zacarias Baião, lamentando ainda o facto de o árbitro João Constantino não ter assinalado "dois pénaltis claríssimos" em favor da sua formação. 

Texto Carlos Pinto»