sábado, 16 de maio de 2020

Concelho de Aljustrel com campos do Sec. XX


FARO DO ALENTEJO VAI TER RELVADO SINTÉTICO


A Câmara Municipal de Cuba anunciou na sua página oficial a adjudicação da empreitada para a reclassificação do Campo de Futebol António Joaquim Pestana Baltazar, em Faro do Alentejo, casa do GDR Faro do Alentejo.
No total, a obra representa um investimento de € 145.097,78 (cento e quarenta e cinco mil e noventa e sete euros e setenta e oito cêntimos) e prevê a aplicação de relvado sintético e um conjunto de arranjos exteriores no espaço envolvente.
O prazo de execução desta empreitada é de 90 dias, prevendo-se a sua utilização a partir já da próxima época desportiva 2020/21.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Assembleia Geral Extraordinária



ALVORADA FUTEBOL CLUBE DE ERVIDEL
= Assembleia Geral Extraordinária =

Convocatória

Nos termos do artigo 44º, nº 3, alínea a) do regulamento geral interno do Alvorada Futebol Clube de Ervidel, convoco a assembleia geral a reunir, em sessão extraordinária, no Auditório do Centro Cultural Freguesia de Unidade, sito no Largo da Liberdade, em Ervidel, no dia 24 de maio de 2020, pelas 15H30, com a seguinte: 
ORDEM DE TRABALHOS 

Apreciar, discutir e votar a alteração ao artigo 48º nº 2, à Secção III – Direção, nomeadamente os artigos 53º nº 1, 57º, 58º e 59º, todos do regulamento geral interno do Alvorada Futebol Clube de Ervidel. 

Não comparecendo o número legal de associados para que a assembleia possa funcionar em primeira convocação, convoco desde já, a mesma assembleia geral para reunir, em segunda convocação, no mesmo dia e local às 16H00 com a mesma Ordem de Trabalhos, deliberando, então, com qualquer número de associados presentes.


Ervidel, 10 de maio de 2020 
O presidente da mesa da assembleia geral 

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Jorge Manuel Martins da Silva Cecilia

terça-feira, 5 de maio de 2020

Baile da Pinha adiado (de novo) para data posterior


COMUNICADO
BAILE DA PINHA 2020

A direção do Alvorada Futebol Clube de Ervidel, vem por este meio comunicar aos sócios, adeptos, simpatizantes, aos Reis, Vassalos e a toda a população em geral, que deliberou ADIAR o «Baile da Pinha 2020», de 30 de maio de 2020 para data a comunicar oportunamente, em virtude de não ser possível a realização do baile em condições de segurança na referida data, segundo as orientações da Direção Geral de saúde.

Ervidel, 05 de Maio de 2020

O Presidente da Direção

= Vitorino Manuel Fernandes Cavaco =

domingo, 12 de abril de 2020

A família do Alvorada FC está de luto


É com profundo pesar que o Alvorada de Ervidel comunica o falecimento do seu secretário da mesa assembleia geral, Humberto Ventura de 62 anos, ocorrido no dia de ontem.

À família enlutada o Alvorada envia os mais sentidos pêsames. Que estas palavras possam servir de algum conforto a todos vocês nesta hora tão terrível.

Quando há amor e amizade, a morte não consegue separar totalmente as pessoas, e quem parte continua vivendo na memória de quem fica.

O Alvorada Futebol Clube de Ervidel deliberou decretar três dias de luto em sua memória.

Até um dia, companheiro e amigo...

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Acabou a época desportiva

COMUNICADO FPF
A FPF reuniu-se, esta quarta-feira, por teleconferência, com as associações distritais e regionais para análise do impacto da pandemia COVID-19 no futebol sénior não-profissional.
A FPF entende que continuam a não estar reunidas as condições de saúde pública para que clubes com estruturas amadoras, como é próprio das provas em que participam, possam treinar e competir em segurança.
Por outro lado, vigora em Portugal o Estado de Emergência, pelo menos, até ao dia 17 de abril, sendo possível a sua prorrogação.
Estas circunstâncias impedem o normal decurso das competições, sendo imprevisível antever quando e se tais condições de saúde pública estarão reunidas ainda durante esta época desportiva.
Assim, a Direção da FPF entendeu dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas.
A FPF analisará e comunicará com a maior brevidade possível de que forma serão indicados os dois clubes que acedem à II Liga de futebol, bem como os representantes de Portugal na Liga dos Campeões de futebol feminino e de futsal masculino.
A FPF continuará a estudar com as associações distritais e regionais os moldes em que decorrerão as competições nacionais não-profissionais na época 2020/21.

sábado, 28 de março de 2020

Hoje, escrevo eu...


As ruas ainda eram em terra batida. A aldeia era de gente pobre. Ao fim do dia juntávamo-nos todos no Largo da Feira. Jogávamos à bola. Quatro pedras eram os postes das balizas. O resto era suor e lágrimas para conseguir o melhor remate ou a melhor defesa. O resto era pó ou lama. O resto era amizade. E foi assim que me tornei adepto do Sporting. Adorava o Damas. Colecionava os cromos do Jordão, do Manuel Fernandes, do Litos e do António Oliveira. Não sonhava ser como eles. Eram uns heróis. Estavam nas estrelas, fora do meu alcance. Sonhava, sim, em ir ver um jogo de futebol num estádio. Daqueles grandes com muita gente. Era esse o meu sonho, mas… Lisboa era demasiado longe, para um miúdo de uma família pobre.

A vida foi melhorando. Chegou o alcatrão. O campo da feira transformou-se num estaleiro. Deixámos de jogar lá à bola. Comecei a ir ao Campo da Baiôa, ver o meu Alvorada. Gritava. Pulava. Fazia sol ou chuva, eu estava sempre lá. Ao domingo. Os mais velhos bebiam cerveja e deitavam as cascas de amendoim para o chão. Os pequenos rádios colados ao ouvido. E os golos, os golos. Aquela felicidade. Aquele prazer. Os heróis saiam do campo esgotados. Beijavam a camisola. Aplaudíamos. Não existiam claques. Existiam pessoas que gostavam de futebol. Eu era um deles.

O Alvorada acabou. Deixei de ir ao Campo da Baiôa. Com o tempo fui desligando. Mas o Alvorada e o Sporting ficaram sempre no meu coração. Hoje, o futebol é uma mega empresa gerida por negociantes. Não se rege por valores humanos mas por objetivos estranhos. Mesmo assim não consigo deixar de roer as unhas ou gritar com um golo verde e branco. Fico triste com a derrota, alegre com a vitória. Como se isso fosse importante para a minha vida. Comi muito pó a rematar para uma baliza imaginada, com o Manuel Fernandes na minha cabeça. Isso ficou. Fui feliz e sonhei.

Depois… já eu percorria as portas, os corredores e bancadas do Estádio José Alvalade, vestido de azul ferrete, quando o meu filho Dinis nasceu, o tempo encarregou-se de o fazer Sportinguista, e quando fez três anos o Tio Luís comprou-lhe um equipamento a rigor. Ele gostava de o vestir e gritar “Sportem”. Pensei, mais um para sofrer.

O futebol mudou de genes. Agora é lucro. É milhões. É offshores. É violência. Sabemos todos que é tudo isso. Mas também é prazer. Muitas vezes viciante. E não vem mal nenhum ao mundo gostar de ver 22 jogadores ao pontapé a uma bola. Com cada perna paga a peso de ouro, só se pode exigir espetáculo.
O meu Alvorada regressou. Faz parte do futebol. O pobre. Aquele que sobrevive com o patrocínio do benfeitor ou com o subsídio do município. Apesar de tudo, os adeptos conseguem encontrar na rivalidade um prazer viciante.

Homens correm atrás de uma bola. Nas laterais do campo, pais e namoradas dos mais jovens sonham em silêncio com um CR7. Os mais novos ainda aprendem a “ir ao homem”, “se passa a bola, não passa o jogador”, a ser “o maior”. O público chama nomes ao fiscal de linha. Ofendem os adversários. Adam à porrada ser for necessário. Os treinadores gritam. Eles querem ganhar. Hoje não jogas, ficas a aquecer o banco. O outro joga mais tempo, é afilhado do treinador.

Podemos formar craques. Mas será muito mais importante formar seres humanos de excelência. Mesmo que depois joguem à bola.

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é… futebol.

Hoje, nem tristeza nem alegria. Falta a camaradagem do balneário. Falta o cheiro a suor, falta tudo!

Esperamos, todos juntos, que esta pandemia se vá. E venha o nosso FUTEBOL.

Jorge Martins Cecilia